O que as pessoas dizem
Relatos de quem passou pela casa — e de quem ainda está aqui.
De uma tarde de visita a meses de moradia — o que moradores e famílias contam.
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O que as famílias e moradores contam
Pedimos para que escrevessem com suas próprias palavras, sem roteiro.
Maria Fernanda Costa
Filha de morador · São João del-Rei
"A gente chegou com muita dúvida. Minha mãe não queria ouvir falar em nenhum tipo de casa assim. Fomos para a Tarde e Janta quase sem esperança — e saímos de lá com ela perguntando quando poderia voltar. Não esperávamos isso."
Julho de 2025
Roberto Brandão
Morador · Tiradentes
"Moro aqui há oito meses. Saio todos os dias, vou ao mercado, visito amigos. Não perdi nada do meu ritmo. O que a casa acrescentou foi não ter que cozinhar nem ficar sem conversa quando quero. O jantar na mesa longa é o melhor horário do dia."
Junho de 2025
Cláudia Lima
Irmã de moradora · Belo Horizonte
"Viemos de Belo Horizonte para as Dez Noites junto com minha irmã. Ficamos no mesmo corredor — sem custo extra. Isso fez toda a diferença. Ela podia acordar às seis da manhã e eu estava ali. Não foi uma visita, foi uma experiência de verdade."
Julho de 2025
José Pereira
Morador · ex-residente de São João del-Rei
"Tinha medo de perder minha autonomia. Não perdi. Tenho chave, saio quando quero, não preciso avisar ninguém. A única diferença é que tem almoço quente me esperando quando volto e tem gente para conversar à noite. Isso eu não tinha em casa."
Maio de 2025
Ana Tereza Sousa
Filha · Rio de Janeiro
"A conversa mensal com a equipe foi algo que não esperávamos. A Letícia liga, pergunta como estamos, o que observamos de mudança. Não é um relatório — é uma conversa. Faz diferença saber que alguém está acompanhando do nosso lado também."
Junho de 2025
Iolanda Mendes
Participante da Tarde e Janta · Tiradentes
"Moro em Tiradentes, minha casa fica a seis quadras. Mas à tarde, depois das quatro, a solidão vem. As quartas-feiras na Maritaca são diferentes. Eu e outras duas pessoas da cidade — comemos juntos, conversamos. O violão apareceu duas vezes nas últimas semanas."
Julho de 2025
Histórias com mais detalhe
Três percursos diferentes — cada um começando de um lugar diferente.
Percurso 1 — Tarde e Janta → Moradia
O ponto de partida
Dona Neuza, 74 anos, viúva há dois anos, morava sozinha em Tiradentes. A filha, em São Paulo, ligava todos os dias. A preocupação com as noites era o tema de quase toda conversa.
O caminho percorrido
Começou com uma Tarde e Janta, sozinha. Voltou na semana seguinte. No mês seguinte fez as Dez Noites — a filha veio de São Paulo e ficou no quarto do corredor. Dois meses depois, mudou-se.
Como está hoje
Mora na casa há cinco meses. Sai toda manhã para caminhar. Joga cartas às terças. A filha visita mensalmente e participa da conversa com a equipe. As ligações diárias viraram semanais — e mais tranquilas.
"Não foi uma decisão rápida. Foi devagar, no meu tempo. E foi minha decisão, não de ninguém mais."
Percurso 2 — Família de outra cidade
O ponto de partida
Seu Alcides, 78 anos, saiu de Curitiba para viver mais perto da história de Minas. Não conhecia Tiradentes. A família, toda no sul, queria participar da decisão mas estava longe.
O caminho percorrido
Seu Alcides veio para as Dez Noites com o filho. Os dois ficaram na casa — o filho no quarto do corredor. Percorreram a cidade juntos, almoçaram na mesa, ouviram o programa de música numa quarta.
Como está hoje
Mudou-se permanentemente. O filho volta a cada dois meses e participa da conversa mensal por videochamada. Seu Alcides conhece toda a Rua Direita pelo nome dos comerciantes.
"As dez noites com o Rodrigo foram as melhores dez noites que passamos juntos em muitos anos. Decidimos junto, de verdade."
Percurso 3 — Tarde e Janta como programa fixo
O ponto de partida
Dona Aparecida, 71 anos, mora em Tiradentes com o marido. Não quer mudar de casa, mas os dois achavam as noites cada vez mais silenciosas — especialmente nos dias de semana.
O caminho percorrido
Começou com a Tarde e Janta de segunda-feira. Depois de três visitas, o marido foi junto na quarta-feira. Hoje os dois participam regularmente, cada um no dia que prefere.
Como está hoje
Mantêm suas casas, mas a Tarde e Janta faz parte da semana. Não é moradia — é um ponto fixo na agenda que mudou o ritmo de dois dias que antes eram mais pesados.
"Não precisa ser moradia para fazer diferença. As quartas com a Maritaca mudaram a semana inteira."
Quer conhecer a casa?
Entre em contato por telefone ou escreva — sem formulários complicados.
Segunda a sexta: 8h às 18h · Sábado: 9h às 13h
Cada percurso começa de um lugar diferente. Qual é o seu?
Uma tarde, dez noites ou uma conversa por telefone — o passo seguinte pode ser pequeno.